Pesquisa de pós-doutorado

Educação Menstrual nas Escolas: Impactos e Desafios na Promoção da Dignidade menstrual

Em 2024, a Doutora Janaina Morais iniciou sua pesquisa de pós-doutorado, com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), no Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), ligado ao Núcleo da Criatividade (Nudecri), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), São Paulo Brasil, com etapa de investigação no México, vinculada à Universidad Autónoma Metropolitana.

A presente pesquisa tem como questão central refletir sobre como a educação menstrual pode contribuir para uma ação social na promoção da dignidade menstrual. Propõe-se uma pesquisa qualitativa, conduzida com alunos e alunas de escola pública, participantes do programa de educação menstrual a ser oferecido como parte desta pesquisa-ação, realizando um comparativo entre Brasil e México. Busca-se compreender quais são as narrativas e práticas em relação à menstruação mobilizadas por esses jovens e pela comunidade escolar, e de que forma o conhecimento circulado por meio das oficinas pode contribuir para a disseminação de saberes sobre o tema, promovendo uma transformação social.

Para tanto, este trabalho se orienta por meio de uma perspectiva feminista interseccional e decolonial, considerando as múltiplas realidades de meninas mulheres e menstruantes, dando importância a questões raciais, territoriais, de gênero, dentre outras. E também possui como marco teórico-metodológico a “pesquisa-ação” (Malmann, 2015) e o engajamento, envolvimento e vulnerabilidade do pesquisador em campo e na escrita etnográfica como instrumento epistemológico do trabalho (Behar, 1996; Haraway, 1995).

A questão da pesquisa surgiu a partir da experiência de realização do projeto “Menstruação sem Tabu”, que teve seu início em 2023 e tem sido conduzida em paralelo à realização do mesmo. Para o desenvolvimento da pesquisa no México foi produzida uma versão em espanhol do material “A Voz do Sangue – Guia de Educação Menstrual”, com adequação do conteúdo à realidade mexicana.