ESCT: Feminismos, Menstruações e Direitos Reprodutivos

A disciplina “Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia: Feminismos, Menstruações e Direitos Reprodutivos” foi oferecida no primeiro semestre de 2025, para os cursos de pós-graduação em Ciências Sociais e Divulgação Cultural e Científica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Um curso de internacionalização, em formato híbrido, oferecido pelas professoras Clarissa Reche, Daniela Manica, Janaina Morais, da Unicamp, e por Cecília Rustoyburu, da Universidad Nacional de Mar del Plata.

A nossa proposta foi proporcionar um espaço seguro e respeitoso para debatermos assuntos que nos atravessam, oferecendo uma compreensão aprofundada das principais discussões no campo da menstruação e direitos reprodutivos, através de uma perspectiva feminista dos estudos sociais da ciência e tecnologia. 

Na disciplina buscou-se realizar um panorama das principais pesquisas que estão sendo desenvolvidas na América Latina sobre o tema, em especial no Brasil e na Argentina, com foco em abordagens que privilegiaram perspectivas decoloniais e emancipadoras. Assim, a cada encontro uma pesquisadora latinoamericana das áreas da antropologia, sociologia e história teve a oportunidade de apresentar seu trabalho e dialogar com estudantes, em um ambiente que permitiu não só reflexões extremamente relevantes para o campo, como também foi capaz de promover transformações pessoais e coletivas importantes.

Falou-se sobre menstruações abordando sua diversidade, levando em conta experiências indígenas, afrocentradas, transreferenciadas, e problematizando as narrativas hegemônicas, científicas e biomédicas, que confinam a menstruação ao ciclo reprodutivo cisheterocentrado. Temas afins como amamentação, maternidades, aborto e contracepção também foram trabalhados.

Como atividade final foi produzida a revista eletrônica, Sangro, que surgiu do desejo de sublimar a menstruação e as experiências que envolvem ser um corpo que sangra em uma sociedade colonialista e capitalista, misógina, sexista, transfóbica, racista e capacitista, criando novas referências, tecendo histórias mais amorosas e resgatando conhecimentos apagados.

A Revista Sangro é o transbordamento desses encontros… confluindo produções textuais e artísticas de docentes e discentes da disciplina.